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A MISSÃO DO EMPREENDEDOR

A criação de novas empresas é uma das mais elaboradas formas de competição que permite acelerar o ritmo de evolução dos negócios, através de uma actividade que é praticada incessantemente por empreendedores cheios de esperança.

Contudo a maior parte das vezes a criação de um negócio tem estado mais à procura de uma remuneração que vá de encontro à satisfação de objectivos e necessidades pessoais do empreendedor do que na criação e distribuição de riqueza e na contribuição para o desenvolvimento económico e social do País.

Porém a actual competição existente no mercado, está a provocar um grande conflito no seio da classe empreendedora uma vez que para poderem serem competitivos têm de abrir mão de uma gestão pessoal e de controlo total e adoptar uma gestão profissional voltada para as necessidades operacionais das sua empresas.

Compreender as razões deste conflito e ajudar os empreendedores a ultrapassá-lo torna-se necessário pelo que começaremos por recordar que num negócio existem dois momentos bastante diferentes: o da criação e o do desenvolvimento estratégico. No primeiro o domínio e a visão do negócio são as características principais e no segundo a delegação, controlo, estratégia e investigação assumem um papel preponderante.

No entanto o que nós verificamos é que a citada maioria dos empreendedores não conseguem sair dos seus paradigmas pessoais, nomeadamente aquele que é proporcionado pelo medo de perder o domínio da sua empresa. A demonstração está o facto de o empreendedor não abrir mão de estar diariamente no seu “posto de comando” a efectuar tarefas repetitivas na maior parte das vezes pois acredita que a sua presença física é o melhor método de controlar a sua empresa bem ao jeito do popular ditado “patrão fora, dia santo na loja”.

Só que ao seguir esta via, o empreendedor está a limitar o seu crescimento pois em vez de ter duas, três ou mais empresas nas quais criará riqueza, ele acaba por não sair do seu negócio, passando o dia a reclamar sobre o stress em que vive o dinheiro que não ganha e devia ganhar e outras afirmações parecidas.

Face a este cenário importa salientar que o empreendedor dos nossos dias deverá ter como objectivo principal exercer o papel de “puxar a locomotiva” e não ser o combustível desta, necessitando para o efeito de profissionais tão competentes como ele e que sejam vistos como alguém que lhe acrescenta valor e apoio no desenvolvimento do seu negócio e não como uma ameaça à sua liderança dentro da empresa.

Pois só assim o empreendedor terá condições para planear e observar as tendências do meio envolvente, imaginar o futuro do seu sector de actividade, as possibilidades de riscos, as potencialidades e fragilidades, bem como as oportunidades de mercado.

Em resumo podemos afirmar que o empreendedor terá de ser um líder que possua a capacidade de delegar em gestores profissionais que permitem que o seu negócio seja acompanhado de forma natural dia-a-dia focalizando-se ele na análise das variáveis e nas inseguranças de um mercado cada vez mais complexo e imprevisível.