Empreendedor

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O Consultório do Empreendedor nasce da necessidade de podermos contribuir com o nosso saber para apoiarmos os Empreendedores na fascinante, difícil, exaustiva mas também, por vezes, compensadora aventura de criar uma empresa.

O jovem Empreendedor deve ter presente que a criação da empresa é uma das mais elaboradas formas de competição. O desafio é encontrar um modo novo ou melhor de fazer negócio; o prémio é riqueza, fama e controlo do nosso próprio destino.

Esta consciencialização deve induzir o jovem Empreendedor a recorrer a consultores com um mínimo de idoneidade profissional que o ajudem a aplicar as soluções mais indicadas à resolução dos seus problemas, beneficiando da experiência acumulada que os mesmos possuem.

Porque o não "saber" não deve ser entendido como um sinal de fraqueza, estupidez ou incompetência mas apenas como uma revelação das nossas eventuais necessidades.

Colocamo-nos, desde já, ao dispor dos empreendedores em início de projecto para que nos coloquem as suas principais dificuldades, por forma a podermos contribuir para a sua preparação de Empreendedor através de opiniões válidas que certamente o irão ajudar a evitar o fracasso.

Estaremos ao vosso dispor quer na atenção a questões pessoais (tomada de decisões; desenvolvimento de mentalidade de êxito, etc.) quer técnicas (estratégia, tendências do meio envolvente, financiamento empresarial) no sentido de alcançar o êxito na sua estruturação do negócio. 

Não hesite, contacte-nos !!!!!

NÃO HESITE, CONTACTE-NOS!!!!!
 
Questão: Sou gerente de uma firma de Taxis. Neste momento decorre um concurso publico para a tribuição de um alvara de taxi para o concelho.
Um dos critérios é o da " Rentabilidade Económica " dos concorrentes, ao qual a Camara Municipal , por regulamento aprovado pela Assembleia Municipal, determinou que para provar esse critério servia a facturação anual das viaturas com iva incluido.
Porque tenho alguns conhecimentos de gestão de empresas, parece-me que algo está mal, pois quantas são as empresas que facturão muito e estão completamente na falência.
Agredecia desde já , que caso fosse possivel, e em tempo oportuno, pois o prazo de reclamação termina em breve, se me poderiam indicar o sentido que deveria de tomar para que a minha reclamação tivesse algum efeito.
Nos meus escassos conhecimentos parece-me que a indicação " Capitais próprios" seria bom , o problema é falta de conhecimentos tecnicos para o explicar.
 
Assim, iremos colocar alguns pontos para que possa fundamentar melhor a sua resposta:

1- Se um dos critérios é a Rentabilidade Económica, não serve de modo algum unicamente a facturação, pois a empresa pode facturar bastante mas ter uma estrutura de custos tão pesada que não seja minimamente rentável. Mais, se um dos critérios é a Rentabilidade Económica = Resultados Líquidos / Total Activo Líquido, então não faz qualquer sentido que ele seja sinónimo de facturação, conforme me dá a entender no seu email. Não existe qualquer paralelismo entre uma e outra coisa.

2- A Rentabilidade Económica porque pondera Custos e Proveitos(Facturação) e a estrutura de activo da empresa, ou seja, todos os investimentos que esta realizou, é de facto um óptimo critério, e que não pode ser simplificado pelo volume de facturação.

3- Outro critério que também deveria ser utilizado, é de facto o da Autonomia Financeira, ou seja, a relação entre Capitais Próprios e Activo Total. Este critério, além de ser utilizado em muitos dos concursos para obtenção de financiamentos, evidencia o quanto a empresa está endividada. É comum referir-se que este rácio deve ser superior a 33% por forma a que os custos do financiamento alheio não "estrangulem" a empresa no médio prazo.

Assim, quer o rácio da Rentabilidade Económica, como o da Autonomia Financeira, são óptimos critérios e a meu ver os mais adequados para servirem de base à decisão de atribuição de alvará, e não simplificarmos com a facturação, pois este nada indica sobre a performance da empresa e a sua "saúde" económica e financeira.

Pensamos pois que a sua reclamação deve ir neste sentido, ou seja, alertando para que o critério facturação é simplista e redutor, enquanto que, quer o da Rentabilidade Económica e o da Autonomia Financeira, pelo que lhe expus são os mais indicados.
 

 

Questão: Gostava de abrir uma creche(dos 3 meses até ao 1º Ciclo). Sei que há a possibilidade de ter alguma ajuda (3º quadro comunitário??,ou outra) para arrancar. A quem me devo dirijir para ter mais informações? que projecto tenho que apresentar? como poderei saber se o meu projecto é viável?
 
Relativamente à questão em apreço existe de facto um programa próprio de apoio (Programa PAPI - Programa de Apoio à primeira infância) que subsidia os investimentos para arranque deste tipo de projectos.

Assim, recomendo que visite o site do Ministério do Emprego e Segurança Social, ou o site do IAPMEi, nele vai encontar todas as informações que necessita, inclusive a legislação.

Quanto à viabilidade, existe de facto necessidade de apresentar um estudo. Contudo, e apesar disso, defendo que é extremamente importante fazer um estudo prévio e modo a verificar se o investimento que vai realizar é ou não viável a curto, médio ou longo prazo.
 

 

Questão: Ao proceder ao apuramento dos resultados contabísticos, da minha empresa, do exercício de 1999 foi-me comunicado, durante o mês de Fevereiro, que o lucro era de 30.000 cts. Tendo em consideração, que este resultado só foi possível de alcançar face ao desempenho extraordinário de todos os colaboradores, não seria possível compensá-los com uma distribuição de parte desse lucro e o valor em questão ser considerado custo fiscal no exercício de 1999?
 
   A presente questão tem resposta positiva uma vez que o nº2 do art.24º do CIRC permite que as remunerações do trabalho, dos trabalhadores, obtidas a título de participação nos resultados, concorram  para a formação do lucro tributável do exercício a que respeita o resultado em que participam, desde que as respectivas importâncias sejam pagas ou colocadas à disposição dos trabalhadores até ao fim do exercício seguinte.
    Assim se o empreendedor decidir distribuir 10.000 cts aos seus colaboradores, na assembleia geral de aprovação de contas a realizar durante o corrente mês de Março, pode fazê-lo nesse caso o resultado para efeitos de cálculo da matéria colectável seria de 20.000cts.

 

 
Questão: Compreendo o que é uma incubadora e os seus serviços mas uma vez lá dentro como é que poderei saber se algo vai mal no meu negócio ? Vocês não estão a trabalhar dentro da minha empresa, não acompanham o meu trabalho diário....
 

   Para nós não há nada pior que assistir ao fracasso de um cliente, uma vez que a missão de qualquer incubadora é criar as condições favoráveis à sobrevivência e ao desenvolvimento das empresas incubadas, contribuindo deste modo para a geração de empregos, o desenvolvimento regional e a produção de riqueza. Por conseguinte, procuramos prevenir os problemas monitorando o negócio e aprendendo a reconhecer atempadamente alguns sinais de alerta, o que nos permite tomar as devidas medidas correctivas, actuando de forma estreita com o nosso cliente. Além de acedermos a fontes de informação externas, como os próprios clientes e fornecedores das empresas ou entidades bancárias, visitamos regularmente a empresa, acompanhamos a sua evolução e reunimos com regularidade com o empreendedor em sessões formais e informais. Ganhamos experiência crescente com o nosso sistema de business watch, o que nos possibilita reconhecer cada vez com maior facilidade eventuais "barris de pólvora". E uma vez detectados passamos todos, incubadora e cliente, a agir. Eis alguns desses sinais de aviso:

1. Problemas crónicos de cash flow
2. Insatisfação dos clientes da empresa relativamente ao produto ou serviço
3. Aumento das devoluções e perda de qualidade
4. O cliente aposta num monoproduto
5. A banca não presta boas referências do cliente
6. A empresa é incapaz de focalizar
7. O empreendedor assume riscos mal calculados
8. O cliente não possui uma visão estratégica, utilizando uma gestão meramente reactiva e de curto prazo
9. Não se vislumbra grande esforço ou empenho no trabalho
10. O cliente confunde cash flow com lucro
11. O empreendedor é apanhado a mentir
12. O cliente recorre a financiamento de longo prazo para suprir as suas deficiências de curto prazo
13. Verificam-se problemas constantes nos recebimentos
14. O cliente apresenta sinais exteriores de riqueza repentinos e dificilmente explicáveis
15. Existem cheques sem cobertura
16. Os credores rondam como lobos
17. O turnover é elevado e os melhores quadros já partiram
18. A saúde e o estado psíquico do empreendedor deterioram-se. De facto, nem a melhor anedota é capaz de lhe produzir um leve sorriso... 
19. A incubadora deixa de receber a renda
20. O cliente raramente é visto na incubadora e não responde aos telefonemas que lhe são dirigidos