B2B A próxima Vaga No actual contexto de recessão económica, as empresas online têm de fazer opções cautelosas para assegurar o lucro dos investimentos, preterindo a inovação tecnológica em relação à optimização dos processos existentes. Os novos projectos de grandes empresas serão adiados este ano, forçando as empresas a definir planos de acção inteligentes e cuidadosos, baseados nas infra-estruturas já desenvolvidas. Perante a perspectiva de orçamentos limitados para 2002, as empresas têm de concentrar os seus investimentos na integração de aplicações para inovar os seus negócios. Este ambiente fará com que as empresas mantenham um cepticismo saudável em relação a novos projectos, optando por novas aplicações que dêem mais-valia aos projectos que estão online. As aplicações CRM (Customer Relation Management) irão assim ocupar uma posição predominante nos investimentos online, a fim de maximizar o potencial relacional da net. A redução dos investimentos na inovação irá reflectir-se no recurso a pequenas empresas para o desenvolvimento de aplicações que integrem as tecnologias existentes em soluções mais eficazes ao nível do B2B e do B2C. Perante a instabilidade dos mercados electrónicos torna-se vital assegurar a visibilidade de uma empresa e a mais-valia dos seus serviços, aumentadas pela formação de parcerias estratégicas. Estas últimas são vitais para assegurar a sobrevivência das empresas nos mercados globais e para criar novas mais-valias. O potencial do B2B tem sido negligenciado pelas empresas nacionais, que vêem nas novas tecnologias apenas mais um meio para as suas actividades comerciais tradicionais. Segundo Francisco Banha, director-geral da Gesventure, “estamos numa fase embrionária na utilização da internet em Portugal para desenvolver as relações entre fornecedores e clientes. A internet tem sido utilizada mais para divulgação de produtos e de empresas e menos como uma forma de colaboração e interacção”. As referidas parcerias vêm alterar e maleabilizar as cadeias de fornecimento, adequando-as ao contexto de procura. Esta optimização está condicionada pela integração dos sistemas de informação dos diversos parceiros, criando verdadeiros sistemas de partilha de informação, vitais para assegurar o sucesso dos negócios online. A integração de sistemas de informação requer a definição de protocolos de partilha de dados. Estes standards estão a ser desenvolvidos a partir da linguagem XML, a fim de reduzir os custos da integração dos sistemas partilhados pelos diversos parceiros, agilizando a partilha de informação e valorizando-a. Outro desafio que se põe ao sucesso das empresas em 2002 é a questão da segurança. Esta questão levará as empresas a fazerem profundos levantamentos das fraquezas dos seus sistemas, investindo em soluções de recuparação de dados e em novas aplicações que reforcem o nível de segurança das suas infra-estruturas. Para Francisco Banha, “todas as previsões apontam para que o B2B seja a forma de comércio entre empresas do futuro e a que será mais representativa do comércio electrónico”. Segundo um estudo realizado pela Booz Allen Hamilton, os principais benefícios que as empresas esperam receber da sua participação em mercados virtuais estão relacionados com a melhoria da rentabilidade (70%) e com a adopção de processos standartizados (57%), o que ilustra a consciência do potencial do B2B. O potencial do B2B é acrescido do risco de mercado para as empresas ser diminuto, em relação aos outros mercados. Os mercados electrónicos permitem uma nova forma de chegar junto dos seus clientes, pagando apenas uma comissão e os custos de instalação, reduzindo através das parcerias o custo do processamento das encomendas, o acesso a novos clientes e aumentando as vendas aos clientes existentes através de um marketing bem pensado e da inerente redução de preços.
Entrevista do Dr. Banha à Euronoticias |