Entrevista de Dr. Banha à revista "Vida Económica"

 1. QUAIS SÃO OS OBJECTIVOS DA CONFERENCIA DO PRÓXIMO 17 DE MAIO

A criação em Portugal de um Ecossistema favorável e potenciador da iniciativa empresarial passa, entre outras medidas, pela realização de um conjunto de eventos que sensibilizem os empreendedores, investidores, quadros técnicos, estudantes, professores e órgãos de governo para as vantagens que o capital de risco possui no fomento de empresas de alto crescimento.

Mas o que torna o capital de risco tão poderoso quando à primeira vista tudo parece muito simples: uma parceria limitada e organizada com o propósito de investir em novos empreendedores com ideias inovadoras ?

Na verdade os Capitalistas de Risco são somente a ponta de um amplo e sofisticado sistema de capital que é capaz de absorver e difundir as grandes quantidades de risco necessárias para financiar as Start-ups. 

Com efeito num estudo recentemente realizado nos EUA, calculou-se que um dólar de capital de risco estimula três a cinco vezes mais patentes do que um dólar de gastos realizados pelas empresas em Pesquisa e Desenvolvimento .

Conscientes desta realidade a Gesventure e a Universidade Moderna pretendem acrescentar valor à sociedade em que se encontram inseridos e, nesse sentido, convidaram um conjunto de especialistas reconhecidos a nível internacional, com especial destaque para os Drs. Jean Raby da Goldman Sachs, Paul Shreve da Cisco USA e Christian Waldogel da Viventures, entre outros especialistas nacionais que dispensam apresentação, para debaterem e lançarem discussões não só ao nível do modus operandi do capital de risco mas, fundamentalmente, sobre a actualidade profissional da Nova Economia, isto é, as últimas tendências nos mercados de capitais, nos investimentos e nas tecnologias.

Acresce ainda que no decorrer do evento serão divulgados cases studies de quatro empresas lideradas por empreendedores portugueses (Novabase, Loyaltech Portugal, Quillion e New Value) que ao se terem destacado pela sua excelência empresarial, podem contribuir e muito para a aplicação do Efeito Demonstração junto de outros potenciais empreendedores.

Em resumo, se no final da conferência tivermos conseguido contribuir, mais uma vez para a Evangelização do conceito e demonstração das vantagens de capital de risco, para a promoção do espírito empreendedor e para a disseminação das melhores práticas de gestão utilizadas pelas empresas que fazem a diferença no actual mundo dos negócios, então direi seguramente que os nossos objectivos foram alcançados.

 

2. DE QUE FORMA TEM EVOLUÍDO A ACTIVIDADE DE CAPITAL DE RISCO EM PORTUGAL?

Antes de mais, convém referir que o efeito da mudança tecnológica provocado pela nova plataforma de comunicação Internet associada ao Padrão da Nova Economia - aumento da competição e baixa inflação - provocou nos últimos quatro anos na economia Americana, nos seus diversos sectores de actividade, um forte ataque das Start-ups a empresas instaladas fazendo com que estas tivessem de andar mais rápido, adoptar novas tecnologias e a cortar preços: ex: Amazon.com versus Barnes and Noble, a eToys versus Toys “R” Us’e a E*Trade versus Merril Lynch.

Naturalmente que o “Efeito Demonstração”, apesar de tarde, teria de funcionar em Portugal, pelo que não foi de estranhar que os nossos empreendedores, principalmente, os mais informados e profissionalizados passassem a detectar, também eles, oportunidades neste novo ambiente económico. Oportunidades estas que necessitavam face às suas características específicas relacionadas com a ausência de bens físicos, logo inexistência de garantia para os financiadores tradicionais, de um novo sistema capaz de financiar e sustentar a actividade inovadora e a criação de novas empresas só ao dispor da Industria de Capital de Risco. 

Face a este cenário os operadores de Capital de Risco portugueses não puderam deixar de estar atentos e reagiram, tarde mas reagiram, nomeadamente as Corporate Venture - .Grupos Empresariais que realizam investimentos em empresas inovadoras que encaixam nas suas estratégias corporativas - que vieram dar uma nova dinâmica ao sector de Capital de Risco nacional. 

De facto o aparecimento da Novabase Capital, Cofina.com, BES.com, Sonae.com, Amorim.com, Adamastor Capital, entre outras e os seus recentes investimentos em empresas de novas tecnologias vieram trazer ao sector algo que lhe faltava, isto é, Concorrência.

Concorrência esta, ao significar esforço para conquistar aquilo que, ao mesmo tempo, outro também se esforçam para conquistar, provocou junto das poucas sociedades de capital de risco activas, na maior parte dos casos sobre a tutela do Ministério das Finanças, que apesar de tudo possuem fundos para esta actividade no valor de cerca de 168 milhões de contos, aquilo a que designo por “Engodo da concorrência”.

Para que se possa ter uma ideia da elevada concentração do sector de capital de risco e, de acordo com os dados que a APCRI (Associação Portuguesa de Capital de Risco) nos facultou, à data de 31.12.99, junta-se quadro 1 e 2 no qual se podem observar o número de operações realizadas e os respectivos montantes investidos que pela sua evidência dispensam comentários.

Porém, estou convencido, pois as estatísticas infelizmente ainda não se encontram disponíveis, que no decorrer do exercício de 2000 o “Engodo” do lucro gerou um aumento de atenção, criatividade, capacidade de análise e maior assunção de riscos que como é óbvio se reflectiu num aumento de actividade por parte das SCR tradicionais, logo num maior número de operações analisadas e concretizadas.
Por outro lado, é importante salientar o processo de evangelização, explicação e sensibilização que tem vindo a ser realizado, desde meados de 1999, por um conjunto de organizações, consultores e imprensa especializada, que fizeram com que o capital de risco passasse a ser tema de conversa do dia-a-dia empresarial, quando antes era algo que só fazia parte da teoria possibilitando a criação de um clima de optimismo junto dos empreendedores, nomeadamente os que se encontram ligados às novas tecnologias levando-os a acreditar que também é possível em Portugal, a obtenção de financiamento via capital de risco. 

E é por isso que apesar do “contágio do medo” actualmente existente nos mercados bolsistas continuamos a ver as SCR e as Corporate Ventures, portugueses, muito atentas a projectos que façam efectivamente a diferença, o que me faz acreditar que o presente exercício de 2001 irá ser um dos melhores para a indústria de capital de risco portuguesa, logo para os nossos empreendedores.


 

 

3. JÁ EXISTE UMA CULTURA DE RISCO NO NOSSO PAÍS FAVORÁVEL À EXPANSÃO DESTA ACTIVIDADE?

Sou da opinião que historicamente, muitas das diferenças existentes nos estágios de desenvolvimento entre os Países reflectiam a diferença que esses Países possuíam ao nível de informação e do conhecimento, uma vez que esse “Conhecimento” não se movia facilmente pelo mundo.

No entanto, nos dias de hoje tal não acontece pois a Internet democratizou a informação e qualquer pessoa pode ter a mesma informação que outra, fazendo com que as oportunidades estejam ao dispor de todos.

Ou seja, se no passado, os povos e sociedades podiam levar várias gerações para criar a cultura que engrenasse com as mudanças que eles próprios haviam produzido, no modo e nas condições de vida, hoje é durante os nossos anos de vida que precisamos criar a cultura de que precisamos para sobreviver e prosperar no mundo em que vivemos.

Esta constatação começa – se bem que nesta fase só ao nível de algumas elites de jovens empreendedores – a ser também uma realidade em Portugal, conforme o demonstra o facto de alguns dos nossos jovens empreendedores liderarem negócios de âmbito global, e os jovens universitários, com quem falamos, demonstrarem serem cidadãos do mundo na forma e na atitude como encaram as mudanças, nomeadamente as que estão a acontecer a nível global.

Ora, estas valências caso sejam dinamizadas podem a curto prazo vir a traduzir-se numa explosão de novas ideias e novas start-ups que irão provocar nos jovens Portugueses uma maior predisposição ao risco, do que aquilo que era normal na sociedade portuguesa, pois também eles, acreditam que estão na” linha de partida” e, como tal, podem vir a ter sucesso no desenvolvimento dos seus negócios.

Face a este enquadramento não tenho qualquer dúvida de que por parte dos investidores, essa propensão ao risco também aumentará, nos próximos anos, mais que não seja porque hoje em dia os mercados, sendo globais, fazem com que a concorrência aumente exigindo uma atitude muito mais activa, logo, de maior risco sob pena de serem ultrapassados pelos restantes operadores financeiros.

4. PARA QUE ESTE INSTRUMENTO SE DESENVOLVA SÃO NECESSÁRIOS MAIS MEIOS FINANCEIROS OU MAIS PROJECTOS DE INVESTIMENTO?

Nos últimos dois anos os empreendedores Portugueses viram ser criadas diversas condições para que o financiamento das suas Start-ups fosse uma realidade, independentemente do seu estágio de desenvolvimento. Com efeito, desde o aparecimento de Incubadoras privadas, Clubes de Bussines Angels, Corporate Venture, SCR privadas (benvindo Change Partners!) até à recente entrada em vigor do Novo Mercado tudo se conjugou para que, do lado da oferta, estejam reunidas as condições para acelerar e dinamizar os projecto inovadores.

No entanto eu pergunto:

E o que é que se tem feito para dinamizar o aparecimento de jovens empreendedores e consequentemente mais projectos de investimento? Que interesse tem nós criarmos condições para o financiamento se depois não temos projectos para aumentar os diversos elos dessa cadeia de financiamento?

Será que é a existência do Novo Mercado que é errado – como muitos infelizmente apregoam - ou será a incapacidade de criar condições que potenciem o aparecimento do tal espírito empreendedor que alimentará a citada cadeia de investimentos?

Façamos a seguinte reflexão:

Deixemos uma criança solta sem interferência de ninguém vaguear pelo mundo. O que lhe acontece? Além de cair, morrer de fome, frio, magoar-se e não aprender sequer a ler nem a escrever, auto-organiza-se tipo “Tarzan” no mundo da selva.

Ora, como facilmente se compreende e, por analogia à história da criança, educar e criar condições para que os nossos empreendedores possam ver crescer as suas empresas significa controlar a não linearidade extraindo-lhe a incerteza e deixando-lhe a criatividade.

Ou não será isto que está a acontecer na Grécia – sim na Grécia!!! – onde recentemente foi aberto o Novo Mercado, e, no qual ocorreu este mês a primeira IPO de um fabricante de software (CRM) que no primeiro dia viu triplicar o valor das suas acções?

Por isso, sou da opinião que mais importante do que criticar a não existência de projectos, se devem reunir, o mais urgentemente possível, esforços para serem criadas iniciativas que contribuam para a dinamização do espírito empreendedor no nosso País.

Olhando para o que os outros países fizeram encontramos soluções para diminuirmos o “Gap” actualmente existente conforme o demonstra, por exemplo, e este é apenas um, o êxito que as capitais de risco americanas obtêm pelo facto de sponsorizarem concursos nacionais de Planos de Negócio junto dos jovens universitários. Com efeito, alguns dos vencedores fundam as próprias empresas e iniciam novos negócios, tendo por base os Prémios obtidos, com muito êxito e nas quais essas SCR acabaram por investir.

Assim exista vontade e coragem política, por parte do governo para sensibilizar as principais multinacionais instaladas em Portugal a operar na área das tecnologias de informação a realizarem conjuntamente, com as SCR sob tutela do Ministério das Finanças, por exemplo, a sponsorização dos citados Concursos Nacionais e talvez daqui a um ano, ou menos, tenhamos um conjunto significativo de jovens com potencial para colocarem de pé novos projectos empresariais.
 

5. O ENQUADRAMENTO FISCAL NO NOSSO PAÍS É FAVORÁVEL AO CAPITAL DE RISCO?

Desde 1995, altura em que realizei e defendi no Instituto Superior de Economia e Gestão, a minha tese de Mestrado - O impacto da fiscalidade no sector de capital de risco - a qual orgulhosamente vi ser editada, em livro, pela Vida Económica, tenho vindo a chamar a atenção das entidades oficiais para a necessidade de se alterar o enquadramento fiscal das SCR sob pena de não conseguirmos captar o interesse dos investidores internacionais pelo nosso mercado.

Mas o que é que temos constatado desde essa altura? Em Portugal nada, rigorosamente nada.!!! Mas nos outros países europeus anualmente verificam-se alterações sempre mais favoráveis nesse enquadramento fiscal, o que significa que já não éramos competitivos em 1995, então, em 2000 ainda o somos menos.

Por exemplo em Portugal as SCR são tributadas a uma taxa global de 35,2% pelas mais valias obtidas na alienação das suas participações fininceiras, enquanto que as SCR sediadas em Espanha apenas o são em 1%. Sim 1%!!! 

Para nem falar sobre os incentivos que em França, por exemplo, são proporcionados aos Investidores Informais vulgarmente designados por Business Angels, quando investem em start-ups não cotadas na Bolsa de Valores enquanto em Portugal não existe qualquer estímulo fiscal ao aparecimento dos citados investidores.

Como consequência, ou talvez não, não é por acaso que em Espanha cerca de 46% do Investimento realizado pelas SCR tem proveniência estrangeira enquanto que em Portugal a proveniência é 100% nacional e que ao nível dos investidores informais a França tenha uma das maiores redes nacionais de Business Angels.

Face a esta dura realidade o sistema político nacional terá de perceber de uma vez por todas que:

- o capital de risco é fundamental para a economia portuguesa;
 
- o capital de risco é mais, muito mais do que uma simples parceria, tal como afirmei na 1ª questão.
 
- as SCR internacionais são fundamentais para que os nossos empreendedores tenham acesso ao seu know-how e para que o mercado se torne cada vez mais profissional e concorrêncial.
 
- O “dinheiro é bastante racional e tem uma visão aguçada quando se trata de impostos”, e não será pelos bonitos olhos do Sr. Primeiro Ministro que as SCR internacionais se instalarão em Portugal quando a diferença de tributação é de 35,2% em Portugal para 1% em Espanha.
 

Sob pena de cortar aos empreendedores portugueses a possibilidade de terem acesso não só ao Capital Dinheiro, mas fundamentalmente ao Capital conhecimento resultante do “saber fazer” das redes de contactos internacionais que permitirão, estes sim, colocar os seus produtos/serviços nos mercados globais.
 

6. PARA OS EMPREENDEDORES E INVESTIDORES PORTUGUESES É IMPORTANTE A EXPERIÊNCIA DOS TÉCNICOS ESTRANGEIROS NESTA MATÉRIA?

Não só é importante como diria mesmo fundamental. 

Vivemos numa era de globalização, um período de mudanças rápidas e irreversíveis que como todas as mudanças desse tipo que ocorrem na sociedade, são accionadas pela tecnologia.

Com efeito, a revolução provocada pela Nova Tecnologia, a aceleração dos ciclos de vida dos produtos e a concorrência intensa faz com que a criação e a gestão do crescimento das start-ups exijam, por parte dos empreendedores, um savoir-faire e um equilíbrio saudável entre objectivos e recursos, nomeadamente ao nível dos capitais próprios o que incentiva cada vez mais o aparecimento do Capital de Risco.

Só que o relacionamento com este tipo de investidores pressupõe o domínio não só do seu modus operandi específico que convém obviamente conhecer numa óptica de Benchmarking, mas, fundamentalmente, ter possibilidade de partilhar com eles as estratégias utilizadas para aproveitar as mudanças que se estão a verificar.

Até porque as novas tecnologias criam condições para as quais estamos pouco preparados. Os valores estabelecidos nessa percepção e nesse comportamento, rapidamente se tornam obsoletos. Precisamos manter o passo com o mundo que nós mesmo ajudamos a criar, logo precisamos estar informados e ser considerados nas redes internacionais do conhecimento.

Nesse sentido, eu diria que são poucos os países e os seres humanos que podem viver como “eremitas” pelo que mesmo que a solução adoptada noutros países possa não ser a mais indicada, os contextos em que nos movemos actualmente não permitem que as rejeitemos ou as não conheçamos em face dos citados fenómenos de globalização e da competitividade à escala internacional.

Só como curiosidade e a comprovar esta minha posição, vejamos, por exemplo, a decisão recente do Governo português em aprovar um decreto-lei que alarga os benefícios fiscais aos sujeitos passivos de IRC que realizem despesas com investigação e desenvolvimento na área da ciência e tecnologia.

Ora eu pergunto: Dado os resultados alcançados nos EUA em que por um dólar investido pelas SCR o número de patentes registadas é superior 3 a 5 vezes as patentes proporcionadas por um dólar gasto pelas empresas, então não seria mais indicado que o Governo criasse um enquadramento fiscal mais favorável à dinamização do Capital de Risco Nacional em detrimento da medida que tomou? Mas será que o citado estudo era do seu conhecimento?

Em resumo, torna-se altamente favorável e quase diria condição sine qua non que em Portugal, aliás a exemplo do que acontece nos países evoluídos, se dinamizem eventos que nos proporcionem a presença entre nós de especialistas estrangeiros que nos transmitam os seus conhecimentos sobre as mais diversas áreas do saber, mas que também fiquem a conhecer o potencial dos nossos empreendedores e do nosso país permitindo-nos ser considerados, também, um player desta Nova Economia.
 

7. DE QUE FORMA AS ESTRUTURAS ASSOCIATIVAS PODEM COOPERAR E APOIAR A DIVULGAÇÃO DO CAPITAL DE RISCO?

Em primeiro lugar, convém relembrar que existem em Portugal, cerca de 20.000 associações (empresariais, profissionais, de estudantes, de consumidores, etc..) as quais têm ganho uma importância crescente na sociedade, em especial, na análise, apoio, e resolução de problemas locais , regionais e nacionais.
A este nível assumem particular relevo as iniciativas que as diversas estruturas associativas podem levar a efeito na dinamização do espírito empreendedor nas diversas regiões do país e na constituição de uma estrutura local para a qual possam de alguma forma convergir as iniciativas dos empreendedores e de financiamento, afim de dar resposta aos legítimos anseios de quem empreende e de quem investe.
Nesse sentido defendo que as citadas entidades, nomeadamente a nível regional, podem e devem contribuir não só para a divulgação do Capital de Risco mas principalmente para a criação de um Ecossistema excitante e dinamizador de projectos e de iniciativas no meio empresarial, académico e civil.
Para que esse Ecossistema regional possa ser criado, propomos que sejam tomadaspor parte da respectiva Associação Empresarial , entre outras, as seguintes acções:

Tipo A- De sensibilização regional acerca do empreendedorismo e do espírito startup.

B- Realização de uma selecção regional de planos de negócio ( instrumento fundamental para o levantamento exaustivo da liquidez regional de novas ideias e da capacidade dos empresários nelas investirem , bem como o levantamento do índice de inovação no mercado e potencial de investimentos.

C- Realização de cursos de média duração de capital de risco e empreendedorismo.

D- Dinamização de uma incubadora local.

E- Dinamização regional de Clubes de Business Angels junto dos empresários locais.

F- Eventual constituição de um fundo de capital de risco regional.

De referir que neste momento as Associações têm ao seu dispor um Programa de Apoio ao Associativismo, no âmbito do POE , pelo que não devem deixar de aproveitar as significativas verbas que se encontram ao seu dispor, pois, assim, podem contribuir e muito para a retenção do talento na região, a difusão do espírito empreendedor e a introdução de práticas inovadoras no meio empresarial local, contribuindo para o desenvolvimento económico do nosso país.