São bastantes os profissionais da
consultoria de direcção que não estão dispostos a fazer as concessões que as grandes
firmas de consultoria lhes querem impor. É por isso que percorrem esse caminho sozinhos.
As razões mais frequentemente apresentadas
para o exercício como profissional independente são:
Os Ex-Directores
por reajustamentos sua empresa onde trabalham,
profissional, caíram fora do caminho de ascensão. Para eles o exercício da sua
profissão como profissionais independentes traz-lhes importantes vantagens:
A possibilidade de encontrar um cargo semelhante àquele
que possuía pode ser difícil ou requerer um prolongado processo de investigação sem
garantias de êxito;
- A sua experiência pode-se aplicar a outras empresas que a
valorizam em grande medida;
- O nível de intensidade de trabalho pode adaptar-se às suas
condicionantes pessoais;
- Podem concentrar o seu esforço em tarefas mais
satisfatórias por serem mais criativas, mas de carácter estratégico e menos
burocráticas e operativas;
- Podem rentabilizar os contactos adquiridos ao longo de
muitos anos de exercício;
- Podem dispor de receitas muito superiores às geradas como
directores de uma empresa.
Os Jovens
Licenciados/Profissionais Séniores
muitos deles têm trabalhado ou trabalharam para empresas
de consultoria e auditoria, observam que estas empresas não oferecem os níveis de
satisfação que eles desejam, uma vez que:
- Falta de independência: as directrizes da
organização costumam ser muito rígidas o que afecta especialmente a capacidade de
seleccionar o sector, assumir responsabilidades de venda, e representar publicamente a
empresa;
- Não há expectativas de conseguir o nível de
"Sócio": as razões são múltiplas, insuficiente crescimento da empresa,
conflitos pessoais, área de especialização em que existe já um sócio que limita a
possibilidade de ascensão;
- Remuneração insuficiente: frequentemente apenas 10
a 20 % das receitas geradas por serviços profissionais são repercutidas na sua
remuneração;
- Excessiva intensidade laboral: a pratica de muitas
firmas impõe níveis de dedicação de entre 60 a 80 horas semanais, o que leva a
prejuízos da sua vida pessoal.
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